A mediados del siglo XVIII la Confraria dos Cavaleiros de Moncorvo (distrito de Bragança) hacía en la mañana del día de San Juan una danza mourisca a caballo en la que solo podían participar los hidalgos (la fiesta continuaba por la tarde con comedias para el pueblo) [1]. No consta si existía un Rei da Mourama, como en algunos otros casos portugueses (cf. FICHAS: https://juliomontanes.synology.me/bases/morosadyacentes/index.php?-action=list&-table=morosadyacentes&-cursor=0&-skip=0&-limit=30&-mode=find&-edit=1&Comentario=mourama), pero en el lugar de Carviçais se recogió una versión portuguesa del romance El cautivo del renegado, en la cual se hace referencia a dicho Rei:
...................................................................................................Como havemos de ir, senhora,
...................................................................................................isso assim não pode ser,
...................................................................................................porque vem o rei da mourama,
...................................................................................................logo nos manda prender! [2].
También se hacían en Moncorvo y Carviçais las Danças dos Pretos el día de Reyes o el de primero de año, danzas habladas en las que los participantes llevaban las caras pintadas de negro (=preto), las cuales podrían ser antiguas danzas de palos o mouriscas transformadas para adaptarse a la fecha (cf. Dos Santos Júnior).
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[1] Desde el siglo XVI las mouriscas portuguesas eran danzas cortesanas y nobiliarias, y en Lisboa existían escuelas de danzas especializadas en “ensinar mourisca”, y danzarines famosos de mouriscas como Francisco Teixeira, premiado por sus habilidades por el rey João III (cf. SASPORTES, José, História da Dança em Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1970, pp. 31-32, y Trajectoria da Dança Teatral em Portugal, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Biblioteca Breve, vol. 27, Lisboa, 1979, pp. 16-17).
[2] Cf. LEITE DE VASCONCELOS, José Cardoso Pereira de Melo & GUERREIRO, António Machado (ed. y notas), Teatro popular portugués (vol II, Profano), Universidade, Coimbra, 1978, p. 193, vv. 12-15.
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REFERENCIAS:
BARBOSA, António Francisco Dantas, Tempos de festa em Ponte de Lima (séculos XVII-XIX) [Tese de doutoramento], Universidade do Minho, Braga, 2014, pp. 254-255. Disponible: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/34701.
DOS SANTOS JÚNIOR, J. Rodrigues, “Nota de coreografia popular trasmontana: A Dança dos Pretos (Moncorvo)”, en: Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Oporto, vol. VII (1935), pp. 33-48. Disponible: https://ojs.letras.up.pt/index.php/tae/issue/view/330.
DOS SANTOS JÚNIOR, J. Rodrigues, “Nota de coreografia popular trasmontana II: A Dança dos Pretos (Carviçais)”, en: Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Oporto, vol. VIII (1936), pp. 95-101. Disponible: https://ojs.letras.up.pt/index.php/tae/article/view/4464/4181
CHAVES, Luís, "Pantomimas, danças e bailados populares", en: Revista Lusitana, Lisboa, vol. 35 (1937), pp. 140-154; y vol. 36 (1938), pp. 218-235 (p. 232). Disponible: https://www.maresaudade.org/index.php/portuguesia-periodicos-revista-lusitana-arquivo-de-estudos-filologicos-e-etnologicos-relativos-a-portugal?task=download.send&id=209&catid=92&m=0.
CHAVES, Luís, Danças e bailados : Notas de coreografia popular portuguesa, Imprenta Minerva, Lisboa, 1944, pp. 18-19.
ROCHA, Júlio Filipe Seixas da, Torre de Moncorvo : A riqueza do património imaterial e o desenvolvimento local e turístico [Trabajo de fin de Grado], Universidade do Porto, Oporto, 2014, p. 26. Disponible: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/77290/2/33417.pdf